‘Tolerância é primordial para todos’, defende cineasta brasileiro na ONU

Luzes se apagaram nas Nações Unidas para a projeção do filme “O Touro Ferdinando” na última quarta-feira (5). Com a presença do diretor da obra, o brasileiro Carlos Saldanha, a sessão marcou o aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, comemorado na próxima segunda-feira (10).

Dezenas de representantes internacionais e convidados assistiram à animação, produzida por uma equipe de mais de 500 pessoas em quatro anos.

“Fiquei muito feliz de poder mostrar o filme agora nesta semana dos Direitos Humanos, aqui na ONU, porque o filme fala sobre isso. Fala sobre a tolerância, sobre a não violência, a paz, fala de um touro que não quer lutar e não só (isso), ele quer ser aceito por quem ele é, não (pelo) que as pessoas queiram que ele seja”, afirmou Saldanha em entrevista ao serviço de notícias das Nações Unidas, a ONU News.

Pouco tempo após chegar aos cinemas, em janeiro deste ano, o filme foi um dos cinco indicados ao Oscar de Melhor Animação de 2018.

Saldanha, que esteve à frente de outras animações como a “Era do Gelo” e “Rio”, falou do impacto de “O Touro Ferdinando” nos jovens.

“Acho que no final, a tolerância é primordial, é essencial para todos. Não importa quem você é, de onde você vem. O que importa é você ser aceito, por que você é por dentro e não necessariamente por fora. No final essa é a mensagem principal”, completou o artista.

Quando as luzes da sala se acenderam, essa mensagem foi a debate num painel que teve a participação da subsecretária-geral para Comunicação Global da ONU, Alison Smale, e do embaixador do Brasil Mauro Vieira.

Segundo a ONU, a animação promove sociedades pacíficas e inclusivas, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16.

A projeção foi organizada pela Missão do Brasil nas Nações Unidas, com o apoio da Organização e do Consulado Geral do país em Nova Iorque.

Categoria:Mundo

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