Árabes aumentam investimento no Porto do Açu

A Prumo Logística, responsável pelo Porto do Açu, ganhou maior aporte de investimento árabe. No último domingo (31), o jornalista Lauro Jardim divulgou em seu blog, no site do jornal O Globo, que o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, aumentou a participação na Prumo de 8% para 30%. No entanto, o controle majoritário do empreendimento no litoral de São João da Barra continua nas mãos do grupo EIG Global Energy Partners, dos Estados Unidos.
A EIG desembolsou R$ 1,1 bilhão no final de 2013 para assumir o empreendimento da EBX após a derrocada do empresário Eike Batista, idealizador do projeto. O Açu estará também em uma reportagem especial na edição de amanhã da revista Veja, que reservou quatro páginas sobre o porto.
De acordo com a reportagem, até o ano passado já foram movimentados 655.000 toneladas de cargas no Açu e 170.000 toneladas somente nos primeiros meses de 2019.
— Isso é apenas o começo. Já temos licença para operar veículos, estamos desenvolvendo a infraestrutura para movimentar contêineres e até 2021 teremos uma zona de processamento de exportações em atividade”, diz José Magela, CEO da Prumo, à Veja.
A matéria do semanal aponta que Eike Batista teve a ideia de construir o próprio porto após ouvir de um secretário do governo fluminense a história de que a Marinha dos Estados Unidos tinha identificado, ainda em 1942, um ponto no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro com as características geográficas ideais para uma base naval. Porém, o sonho de Batista, que já foi preso na operação Lava Jato acusado corrupção por propina a políticos, chegou ao fim depois apostas erradas em campos petrolíferos na Bacia de Campos.
Recentemente, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), condenado a mais de 100 anos por corrupção, admitiu que houve propina de Eike no polêmico processo de desapropriações das terras do porto. O empresário responde aos processos em liberdade.
No entanto, longe de seu “pai”, as operações do porto seguem de vento em polpa. No ano passado, 10% de todo petróleo exportado pelo Brasil passou pelo Açu. Porém, contratos recém-­assinados com a Petrobras e a Equinor farão esse número dobrar em 2019, chegando a 200 mil barris por dia. Hoje, as quatro maiores petroleiras em atividade no país — Shell, Galp, Equinor e Petrobras — estão estabelecidas no Açu. (A.N.) (A.S.)
Categoria:Econômia

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