QUIOSQUE EM GERIBÁ É SUSPENSO POR CINCO DIAS APÓS DENÚNCIA POR MAU ATENDIMENTO

Cliente afirma ter sido destratada pelos atendentes do local

Um quiosque na Praia de Geribá, em Búzios, foi notificado e teve as atividades suspensas por cinco dias após uma denúncia de mau atendimento. A pena foi aplicada na manhã desta terça-feira (17), pelo Coordenador de Posturas de Armação dos Búzios, Allan Gayoso. Em ocorrência a denúncia na “Barraca dos Forasteiros”, os representantes fizeram a retratação quanto ao ocorrido, comprometendo a não reincidirem sobre o fato.

A denúncia aconteceu após uma cliente se sentir destratada pelos atendentes do local. De acordo com a administradora Caroline Corrêia, o garçom a proibiu de permanecer sentada na barraca por consumir apenas uma água de coco e chegou a afirmar que ali não era lugar para ela. Vale ressaltar que a cobrança da consumação mínima é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Em nota, a responsável pelo quiosque se desculpou pelo ocorrido, apesar de confrontar a versão da cliente: 

''Pedimos desculpas pela falta de atenção e irreverência, descortesia. Sem habilidade para receber os clientes, conforme declaraç?o da própria cliente. Medidas administrativas já foram tomadas, com o intuito de manter e zelar pelo bom atendimento do cliente, fato este que estamos a mais de 40 anos só com elogios. Só lamentamos o ocorrido e entendemos as manifestações sobre este episódio, só não entendemos que a referida senhora tenha reagido de maneira grosseira e vulgar, atirando o coco ao chão, chamando o garçon de lixo e com palavras descriminatória para com a classe de garçom, dizendo que ficaria a vida toda levando areia pela cara, dizendo te odeio.
Estamos punidos por 5 dias. Cumpriremos as determinaçoes. "O CLIENTE TEM SEMPRE RAZÃO" diz um jargão popular. Será? Ao procurar o responsável, foi bem tratada e garantido o seu lugar, mas não quis e foi embora. Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo lamentável incidente. Semana que vem estaremos abrindo e se Deus assim nos permitir, com deliciosos petiscos e certamente com melhor atendimento, pois essa é a nossa meta: Servir com excelência''.

 Confira a denúncia na íntegra:

‘’Meu nome é Caroline Corrêia, empreendedora, administradora e por anos em Búzios, fui gerente operacional, assim trabalhando com o público. Venho contar o que ontem (16) passei na praia de Geribá. Normalmente vou a Manguinhos como é bem pertinho de casa, mas resolvi dirigir até Geribá pra dar um mergulho, chegando lá, como de praxe, tirei a roupa e as coloquei no assento de um quiosque, chamado Açai da Praia*, foi tudo muito rápido, antes de entrar no mar, pedi uma água de coco, assim que o rapaz em questão me trouxe o pedido, dispara: “Quanto tempo você vai ficar?!” Sem um boa tarde, daí o cumprimentei, “boa tarde”, irei dar um mergulho, beber a água e ir.... Ele responde: Sim, pois aqui é feito pra “PETISCAR” Eu disse: “Sim, mas minha vó está cozinhando, vou beber minha água de côco, dar um mergulho, e ir...”

Como já havia dito! Ele grosseiramente disse que se eu não consumisse comida, não poderia ficar. Automaticamente um nó foi criado em minha garganta, logo eu que estava tão ZEN! Mudei de humor, mas continuei falando baixo e pedi pra ele se colocar em meu lugar, dizendo que a praia estava vazia, que conheço as leis e que ele não poderia fazer isso, que entendia o seu lado de vender, pois trabalho com vendas, e pedi pra se colocar em meu lugar, disse que isso era muito feio, e que estava imensamente envergonhada, sem ao menos ter feito nada de errado. Ele por si só, começou a debochar, o que despertou minha fúria e disse que não trabalha de graça, e se eu quisesse, sentasse na areia. Aí despertou o meu lado cidadã, fui procurar o responsável, me direcionaram pra uma senhora bem branquinha, que ouvindo o que eu dizia, não tirou os olhos do seu celular, e ali continuou, mandando - o calar a boca, e parar de discutir comigo, tudo bem baixo calão. Pois nessa altura do campeonato, ele dizia que se eu quisesse beber só uma água de côco em 20 min, que fosse pra outro lugar, pois ali, só poderia sentar, se comesse. Me senti um lixo, estranha, chateada, tinha dinheiro, mas não queria comer, ela, como eu disse que isso era ilegal, mandou eu sentar, mas sem olhar nos meus olhos, e sim, para seu celular, que parecia mais atrativo que eu. Quero dizer que não podemos mais permitir que pessoas façam isso conosco, até quando, até quando vamos ser humilhados por essa mão de obra de terceira qualidade?! Ele, o rapaz com menos de 20 e pouco anos, mandou eu ir embora, e continuou me insultando, dizendo que ali, não era meu lugar!  Caroline Corrêia’’.


Categoria:Buzios News

Deixe seu Comentário